PAPO DE CRAQUE: ANDERSON LIMA

 

(29 de abril de 2020) – Anderson Lima iniciou a carreira no Juventus. Passou por seleção brasileira de base e times como Guarani, São Paulo, Santos e Grêmio até chegar ao Anacleto Campanella.

Tendo a bola parada como grande trunfo, brilhou também no São Caetano. Onde é o oitavo maior artilheiro do clube, mesmo atuando quase sempre como lateral-direito, com 26 gols marcados.

Campeão paulista em 2004 pelo Azulão, Anderson Lima agora dirige o time Sub-20 do Pequeno Gigante. E com tantos causos acumulados no futebol ao longo do tempo, o ex-jogador é o primeiro entrevistado do “PAPO DE CRAQUE”!! Confira essa resenha:

São Caetano: Quem foi o seu maior ídolo no futebol?

Anderson Lima: Eu era muito fã do Jorginho. Com quem tive o prazer de jogar no São Paulo. Sempre acompanhei jogos do Jorginho pela seleção e gostava muito da qualidade que ele tinha como lateral desde os tempos de Flamengo. Jogar com ele foi uma satisfação muito grande.

São Caetano: Quem foi o melhor jogador que você enfrentou?

Anderson Lima: Teve vários. Não tive a felicidade e sim a infelicidade de pegar uma época com grandes jogadores. Só de meia tinha Rivaldo, Alex, Djalminha e Juninho Pernambucano. Muita gente boa. Mas um cara que sempre foi difícil, quando jogava contra, era o João Paulo, que atuou no Guarani, Bari. Eu o peguei quase no final de carreira, no Goiás. Foi um jogador que me deu muita dificuldade para marcar.

São Caetano: Quem foi o seu melhor companheiro de time?

Anderson Lima: Tive vários parceiros, companheiros de clube. Tive o Marcos Assunção no Santos. O Zinho no Grêmio. Difícil escolher um jogador. Mas esses dois que eu citei são os que mais me identifiquei nos clubes que passei.

São Caetano: Em quem você se espelhava para bater falta?

Anderson Lima: Eu observava muito o Zico bater falta. Observei grandes atletas também. Mas fica nesse patamar de Zico, Neto e Marcelinho Carioca. Jogadores que me inspiravam muito, então fui me aperfeiçoando. Não cheguei perto deles, mas me dediquei. Esses são bons exemplos de jogadores que me ajudaram muito ao acompanhar suas cobranças.

São Caetano: Uma partida inesquecível da sua carreira?

Anderson Lima: Uma partida inesquecível da minha carreira, sem dúvida, foi a final da Copa do Brasil pelo Grêmio. Quando ganhamos um jogo memorável do Corinthians, aqui no Morumbi, por 3 a 1. Claro que teve vários outros jogos, que não consigo citar. Mas a lembrança que me veio foi essa partida contra o Corinthians quando fomos campeões em 2001.

São Caetano: Um jogo inesquecível pelo Azulão?

Anderson Lima: Um jogo inesquecível pelo São Caetano foi a final. Final em que fomos campeões em 2004 do paulista. Quando o São Caetano ainda não tinha conquistado um título de expressão, pois vinha de muitos vices.

São Caetano: Gol inesquecível pelo São Caetano?

Anderson Lima: Tive o prazer de fazer vários gols pelo São Caetano. Mas teve um jogo contra o Criciúma em que fiz três gols. Jogo inesquecível, fantástico. Coloco esses três gols contra o Criciúma, pela Copa do Brasil, como os mais importantes. Mesmo que, infelizmente, sem conseguir a classificação naquela fase. Mas é difícil um lateral fazer três gols no mesmo jogo, e eu tive a capacidade de marcá-los nessa partida realizada no Anacleto Campanella.

São Caetano: Quem foi o melhor jogador que você viu com a camisa do São Caetano?

Anderson Lima: Passaram vários atletas importantes, cada um no seu momento. Cada um no seu período e que fez história pelo clube. Mas vou citar um jogador que atuou comigo e que foi grande atleta, grande pessoa. Tinha tudo que um atleta precisava ter: caráter, honestidade, trabalho e competência. Esse foi Mineiro, que na minha opinião foi o melhor jogador que passou pelo São Caetano.

São Caetano: O jogador mais resenha que você conheceu no futebol?

Anderson Lima: O jogador mais resenha que eu conheci no futebol foi o Somália. Fazia chuva ou sol, ele estava do mesmo jeito. Um jogador que animava todo o grupo. Pessoa sensacional.

São Caetano: O que espera para o futuro da sua carreira?

Anderson Lima: Espero um futuro promissor. Estou me dedicando muito no que eu faço. Procuro me aprimorar a cada dia, principalmente com os cursos que a CBF está obrigando os treinadores a terem. Mas o mais importante é poder trabalhar no clube que te oferece liberdade, tranquilidade para fazer um trabalho a longo prazo. Espero ter um futuro brilhante. Tenho certeza de que Deus tem coisas boas guardadas para mim. Não só como atleta, como ele me fez, mas agora como gestor de pessoas, treinador de futebol. Quero um futuro bom em que eu possa retribuir o que o futebol me proporcionou.

São Caetano: O que o São Caetano significa para você?

Anderson Lima: O São Caetano é a minha casa. Moro em São Caetano do Sul há 22 anos. Um clube que frequento desde novo. Onde eu tenho carinho e respeito de todos. Me sinto muito grato em ter tido essa oportunidade e participar deste projeto. Que a gente volte muito mais forte e, assim, fazer grande trabalho para levar o São Caetano ao lugar que merece. O importante é se doar pelo clube que você gosta durante todos os dias. Vou procurar sempre fazer o meu melhor.

São Caetano: O que você pode falar para o garoto que quer ser jogador de futebol, assim como você foi?

Anderson Lima: O mais importante é você acreditar. Acreditar no seu sonho, acreditar na sua capacidade. Vão ter os obstáculos normais durante a carreira, mas nada disso pode impedir de conquistar aquilo que sonha. Além disso precisa ser competente, profissional. Ter caráter, ser justo com as pessoas. Procurar fazer o melhor possível todos os dias. Começando assim o garoto tem um caminho muito próximo para ser jogador de futebol. É preciso se dedicar, pois o futebol passa muito rápido. É preciso aproveitar todos os momentos. O futebol te dá, mas ele te tira também. Ele te cobra muito, lá na frente.

 

Foto: Fabrício Cortinove

Assessoria de imprensa: Fabrício Cortinove