PAPO DE CRAQUE: CLAUDECIR

(15 maio de 2020) – Após se destacar pelo Noroeste, Claudecir chegou ao Azulão em 1999. No Anacleto Campanella vivenciou os melhores momentos da carreira ao longo de três passagens, tanto que possui o carinho do torcedor até os dias de hoje.

Em 121 jogos realizados com o nosso manto, marcou 27 gols.  Número que o deixa como sétimo principal artilheiro do clube.

Campeão da Série A-2 em 2000, o volante foi uma das atrações do Pequeno Gigante que surpreendeu o país nesse mesmo ano. Quando o time dirigido por Jair Picerni chegou na final da Copa João Havelange, o Campeonato Brasileiro da época.

Quer saber quais jogos e gols que marcaram a carreira de Claudecir? Então confira o PAPO DE CRAQUE desta sexta-feira!!

São Caetano: Quem foi o seu maior ídolo no futebol?

Claudecir: Eu gostava muito de ver o Muller jogar, quando eu era criança. O Muller era um dos jogadores mais completos que eu tive a oportunidade de acompanhar. Depois quando eu comecei a jogar futebol eu me espelhava muito no Vampeta, até por ser um jogador da minha posição. Mas eu posso dizer que, o jogador que foi o meu ídolo mesmo, foi o César Sampaio.

São Caetano: Cite uma partida inesquecível na sua carreira?

Claudecir: Uma partida inesquecível na minha carreira foi no Torneio Rio São Paulo em 2002, São Paulo 2 x 4 Palmeiras. Quando o Alex fez aquele gol, que deu chapéu no zagueiro (Emerson) e no Rogério Ceni. Um jogo inesquecível, que inclusive eu fiz o segundo gol (do Palmeiras) na oportunidade.

São Caetano: Quem foi o melhor jogador que você enfrentou?

Claudecir: Tive a felicidade e honra de enfrentar grandes jogadores do futebol brasileiro, seleção brasileira. Eu posso citar vários jogadores, mas vou destacar dois: Kaká e Romário.

São Caetano: O que o São Caetano significa para você?

Claudecir: Eu posso dizer que o São Caetano é a minha segunda casa. Tenho uma gratidão eterna pelo São Caetano, pois foi o time que me projetou para o futebol brasileiro. Eu tenho um amor muito grande pelo Azulão, onde tive a minha melhor fase dentro do futebol.

São Caetano: Um jogo inesquecível pelo Azulão?

Claudecir: Foram vários jogos inesquecíveis. Principalmente na Copa João Havelange quando a gente eliminou Fluminense(oitavas), Palmeiras(quartas), Grêmio(semifinal) e disputamos o título contra o Vasco. Mas posso dizer que dois jogos foram inesquecíveis pelo Azulão. Contra o Fluminense em que vencemos no Maracanã, por 1 a 0, gol do Adhemar. E o meu centésimo jogo com a camisa do São Caetano quando vencemos o Santos, por 3 a 2, no Anacleto Campanella. Oportunidade que eu fiz dois gols.

São Caetano: Gol inesquecível pelo São Caetano?

Claudecir: O meu gol no empate (1 a 1), no final do jogo contra o Coritiba, no Anacleto. Naquela oportunidade se a gente perde, seríamos rebaixados para a Série B do Brasileiro. Com aquele empate a gente respirou e no último jogo enfrentamos o Cruzeiro, no Mineirão. Vencemos e nos livramos do rebaixamento.

Já outro gol importante com a camisa do São Caetano foi pelo Campeonato Brasileiro de 2005, no Anacleto Campanella. Quando o São Caetano venceu o Atlético Paranaense, por 3 a 2, e eu fiz um gol de bicicleta no final do jogo.

São Caetano: Um gol inesquecível na sua carreira?

Claudecir: O gol inesquecível que eu posso dizer foi na vitória do Palmeiras, por 4 a 2, contra o São Paulo, no Torneio Rio São Paulo. Até pela importância de ser um clássico. Eu fiz o segundo gol naquela oportunidade. Dominei a bola após cruzamento do Christian, no bico da pequena área, e chutei. A bola bateu no travessão e entrou.

São Caetano: Quem foi o jogador mais resenha com quem você conviveu?

Claudecir: No São Caetano vários jogadores gostavam de uma resenha e era bastante divertido. O Zinho, atacante, era resenha. Brincalhão, não tinha tempo ruim com ele. Se dava bem com todo mundo e era divertido tanto na concentração quanto no treino. Quando tinha aquelas resenhas com ele.

São Caetano: Quem foi o melhor jogador que você viu ou atuou no Azulão?

Claudecir: Destaco dois jogadores que eu considero como os grandes nomes que eu atuei junto no São Caetano. Até por serem companheiros de posição:  Magrão e Adãozinho. Esses dois jogadores foram os melhores que eu atuei, pois fizeram dupla de volante comigo.

São Caetano: Quem foram os seus principais companheiros no futebol?

Claudecir: Passei por vários clubes e você acaba tendo bastante afinidade com alguns companheiros. Na Portuguesa teve o Dias, volante. No São Caetano o Adhemar e o Adãozinho. Mas vou citar três nomes que não foram apenas companheiros de clube, e sim pessoas com quem tenho amizade até hoje. Mantendo contato tanto por telefone quanto pessoalmente. Estes são Claudinho, Pedrão e Juninho(goleiro), companheiros do início da minha carreira no Noroeste de Bauru.

São Caetano: O que você pode falar para o garoto que quer ser jogador de futebol?

Claudecir: O que posso dizer para o menino que quer ser jogador de futebol é que a caminhada é longa, difícil. Porém é possível realizar o sonho de ser jogador. Mas para isso é preciso ter força de vontade, disciplina, muita dedicação, manter o foco e renunciar a muitas coisas. Para que possa realizar esse sonho.

Assessoria de imprensa: Fabrício Cortinove