Um craque chamado Aílton Delfino

Relembre como foi a trajetória do meia-atacante pelo São Caetano

(30 de abril de 2020) – Um dos jogadores mais técnicos que passou pelo Anacleto Campanella, Aílton Delfino fez jus a toda expectativa depositada no seu futebol durante os anos em que atuou pelo São Caetano.

INÍCIO NO FUTEBOL

Revelado pelo Atlético Mineiro, conquistou três títulos estaduais e uma Copa Conmebol antes se aventurar pela Europa. No Velho Continente defendeu as cores do Benfica, equipe pela qual foi campeão português na temporada 1993/1994.

Na sequência da carreira o mineiro, natural de Belo Horizonte, voltou para o Brasil e atuou por São Paulo, Cruzeiro, Portuguesa e Etti Jundiaí. Até que foi contratado pelo São Caetano, onde talvez tenha vivenciado os momentos mais emblemáticos da carreira.

SUCESSO NO AZULÃO

Aílton chegou ao Azulão para a disputa do Módulo Amarelo da Copa João Havelange de 2000. Competição em que estreou pelo clube no dia quatro de outubro, quando o time azulino venceu (3 a 1) o Bragantino.

Inteligente, dono de excelente domínio de bola e muito veloz, o meia-atacante não demorou para despontar no Anacleto Campanella. Tanto que nas oitavas de final dessa disputa, naquele mesmo mês de outubro, demonstrou toda sua qualidade ao sair do banco de reservas e marcar quatro gols na vitória (4 a 1) contra o CRB.

Após apresentar o cartão de visitas frente ao clube alagoano, Aílton teve participação importante na fase decisiva da Copa João Havelange. Oportunidade em que ajudou o São Caetano a se classificar para a final contra o Vasco.

Em 2001, repetiu o bom desempenho e contribuiu para que o Pequeno Gigante disputasse novamente a decisão do Campeonato Brasileiro, dessa vez contra o Atlético Paranaense.

Porém, foi no ano seguinte, que a estrela de Aílton realmente brilhou vestindo a camisa do Azulão. Com atuações decisivas, o meia-atacante foi peça crucial na equipe dirigida por Jair Picerni e finalista da Libertadores.

Foram três gols marcados pelo craque naquela competição. Sendo dois deles nos jogos da final frente ao Olímpia, do Paraguai.

NÚMEROS

Aílton permaneceu no Pequeno Gigante até meados de 2002. Ano em que fez o último jogo pelo clube no Campeonato Brasileiro, quando se despediu na vitória (2 a 1) contra o Guarani.

Durante o período no Anacleto Campanella, realizou 67 partidas e marcou 17 gols. Ao todo foram 34 vitórias, 11 empates e 22 derrotas vestindo a camisa do São Caetano.

*Contribuiu José Pires Maia

Assessoria de imprensa: Fabrício Cortinove